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A vida é o que você faz

Seres estranhos? 
Ahhh... está falando com a pessoa que tem paixonite aguda por estes.  Talvez porque criaturas estranhas (inanimadas ou não) me cativam com a sinceridade de seus "defeitos", fogem do padrão comum de tão idiossincráticas. Todos seus comportamentos possíveis mais próximos do humano aumentam a beleza de sua "tosquice estética", refletem a nossa verdadeira essência humana sem maquiagem social. 

The Maker é um belo curta metragem de stop motion dirigido por Crhistopher Kezelos (senhor dos bonequinhos de linha, pano, pedrinhas... ). Não é o meu curta preferido mas, além de ser um bonequinho medonhamente lindo , é sonoro, poético e filosófico: A efemeridade do tempo está diretamente ligada à preciosidade da vida efêmera. Um ser meio estranho que corre contra o tempo para fazer a criação mais bonita e importante de sua vida. Nesse ensaio de gerar vida com sua vida, o que há de mais bonito é a busca ansiosa e o momento em que ele esquece por uns segundos do "fim" e age com a intensidade e sinceridade de seu coração no "meio". E é o que realmente faz valer, a intensidade do caminho percorrido, não o seu resultado final. É isso que eterniza o tempo e a vida, numa cadeia de vários "fins".




Nada pessoal

Numa viagem de vacations, ela. Numa rotina de desbravar, ele. Ela, tolhida, colocada em segundo plano recentemente por quem nunca imaginaria que a trocasse por outra (ainda mais por aqueles motivos obviamente sexuais), fechada e cansada dessas coisas de "ter alguém do lado" e acreditar no sentimento puro das pessoas, frustrada com essa realidade rara. Ele, não se sabe ao certo... Seu coração era tão cheio de vontade de amar que não saberia de onde veio ou para onde ia, ele estava ali, pleno e desperto. Fogueira, violão, música (sim, esta mística sonora com suas ondas vibrantes capazes de mexer com o momento pessoal ou coletivo de cada um), pessoas, barracas, cheiro de terra. Lua na fase que ela a apelidava de Cheschire ( gato personagem do livro de Alice - considerada sua favorita e semelhante). Pessoas juntas e alegres produzindo muitos sons, gargalhando, se movendo em demasia e abruptamente, cantando e contando, simultaneamente. Ela, aluada para a lua de seu conto. Ele, tocando e olhando para alguém que instigava por ser diferente, ela. Se aproximou. Ela, não se moveu. Ele, sorriu. A partir dali uma esfera nova os envolveu, numa bolha a qual ninguém poderia entrar ou entender. Ele a olhou nos olhos e captou tudo. Ela, abaixou a cabeça e ousou hesitar com uma palavra de desculpas aprendida pelo mecanismo social. Ele, tão cheio de carinho e compreensão, sorriu e interrompeu o início de palavras vãs dela com uma música que emergiu da sua verdade sincera, a mais sincera que ela já poderia ter visto e ouvido. A música fazendo seu papel, invadindo, e pelas retas do coração tocando-a. A partir dali ela começou a viver um amor puro e simples, livre de peso e segundas intenções. Caminharam juntos, assim, sem planejar ou pestanejar.  Sabe quando tudo te faz lembra a pessoa? Ela pensando nele. E quando os trejeitos do outro te fazem rir sozinho, vindo à mente sempre? Ele pensando nela. Dominaram a arte de supervalorizar o que mais tinham de incomum, detalhando poesia em tudo que podiam enxergar do outro para não se deterem em defeitos que costumam forçar à insuportabilidade. Os defeitos passavam a ser musicados por outro tom, soando bem aos ouvidos. Construíram sua história espontaneamente, baseada simplesmente em amar e ser amado, não vivendo a doença da sociedade e nem deixando de viver o mundo à sua volta, sendo vívidos em intensidade um para com o outro, tornando cristalino o caminhar. Mais do que o amor eros, irrompia em seus corações um fraterno amor, desses que custa ferir e acabar. Correção era sinônimo de amor e havendo machucado havia cura, numa fração de segundos. O coração dela era lapidado enquanto o tempo passava e os tecia. Ela, coragem de desbravadora. Ele, medo de ser tolhido e a perder. Sim, o acaso trouxe outros ventos, os quais só ele pôde enxergar primeiro. A vida dele teria que seguir por um caminho diferente do dela, e ela não poderia o acompanhar. Ela soube por derradeiro...
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 *Nota pontuada - O ponto à direita permite prolongar a duração de uma nota



Uma sensação difusa e intensa toma conta de ambos. Ela (...) Ele (...)

Amanheceu. Sol do meio dia. Ela estava ali, Ele lá... E uma música do silêncio que os une, como um tratado de eternidade. Numa rotina de desbravar, ela. Numa viagem sem vocação, ele.






107 passos

WTF?!


Um soco no estômago, um tapa na cara, ou qualquer adjetivo que descreva o quão mal pode deixar uma pessoa drama musical do polêmico Lars Von Terrier coroa dinamarquês que, de tão grande drama em cima de questões do existir em muitos de seus filmes, chega a ser sarcástico por nos fazer pensar SEMPRE de forma profunda e enlouquecedora quando acaba a sessão, codificando em suas entrelinhas algo do tipo: "se mate", lançado em 2000, Dancer in the Dark conta a história de uma mãe solteira portadora de uma doença hereditária na visão que tenta impedir que seu filho fique cego como ela está ficando. Tendo isso em vista, como cerne de sua felicidade e resolução da sua decisão de tê-lo mesmo sabendo que ele teria a mesma doença, ela trabalha o máximo que pode para economizar e pagar sua operação. Só que quando um vizinho amigo passa por problemas financeiros e a rouba, têm-se início uma série de trágicos acontecimentos que mudarão para sempre os rumos de sua vida. Daí, conhecendo Terrier, você já tira a duração do filme e o desenrolar com “n” pontos e conflitos psicológicos. Este é mais um de seus filmes com estilo cinematográfico de câmera de mão (amo!) que intriga a quem vê e traz à tona questões existenciais despontando os dois lados da moeda de um só homem e das várias facetas da vida. E seus finais, é claro, de impacto. Neste, 107 passos para tirar o ar.

Fiquei remexida. O longa me deixou cabisbaixa, abatida, mofina, emputecida. Refletindo, não sai da cabeça o quanto o ser humano é medíocre, banal e extremamente superestimado (coisas que a maioria de nós sabemos, até, mas tapamos os olhos – metáfora da cegueira no filme - para não enlouquecer e ver além do que já se viu,  porque não faz diferença enxergar mais). E aí vem Terrier, como de costume, te trazer de volta ao paredão das questões reais da vida e falar: não há como fugir.

Bjork eu te amo , além de cantar, compôs as músicas, e sua atuação antológica me arrebatou. Ver sua personagem sorrindo nos momentos mais tensos e melancólicos, junto à sua amargura angustiante, quando não tinha mais forças para sorrir, fizeram meus olhos ameaçarem lágrimas mas não me intimidei, mantive-me forte, até a última cena e...é, despenquei enxurrada. A personagem com seu jeito simples, de se alegrar com tudo, mesmo passando por situações horríveis, sua busca por sons que motivassem seu existir, se libertando em um mundo paralelo (a perfeição do real para si, mas não de modo inatingível) de realização com dança e música, fazendo que as coisas boas triunfassem... foi magnífico e transformador!





 "Dizem que é a última canção,
 Eles não nos conhecem; você vê.
 É apenas a última canção
 Se deixarmos que seja."




Afogamento


 Uma vida. 
 Infindas pessoas.
 Vidas em uma vida.
 Vivências vividas.
 Vidas.
 Comuns incomuns.
 Senso.
 Sensor.
 Sensorial.
 Sentido.
 Sentindo...
 Condutor.
 Vivendo.
 Processando a vivência da vida sensorialmente  percebida.
 Vida da outra vida na sua vida.
 "Auto Vida".
 Interna Solidão.
 Sufoco "self alheio" (um caso em si, do/sobre o outro).
 Ebulição.
 Poder (?)
 Angústia.
 Fusão.
 Sendo. 
 Transmitindo.
 Comunicando.

 Vapor...


 A dor...


 Ao vão.




Er...





Um momento singelo hoje: garota de 12 anos, chorando muito, desejosa por uma conversa.

- Que foi, doce?

- (lágrimaaass e lágrimaaass... testa apoiada na mão)

- Vou esperar até quando tiver preparada pra falar, tá?

- Tia, tenho 12 anos e minha menstruação ainda não chegou! Eu tenho muita vergonha de falar essas coisas... Mas meu medo é maior dela me pegar desprevenida! E se estou numa festinha, e de repente ela chega e todo mundo...tipo...ficar me zuando?! O Q VOU FAZER? Você sabe o que é isso? Uma coisa estranha me atormentar dessse jeito, não avisa a hora que vem e eu ser obrigada a tê-la?!

E, numa fração de segundos... voltei a um sentimento de infância (é...eu tive sensações estranhas na minha primeira mestruação tbm! ^^ ). Diminui de posto e de nomes que dou à mim mesma, naveguei no meu ser e vi o quanto sou comum, uma criança crescida somente. Que também tenho medos, principalmente do desconhecido. Vi a falta que faz a inocência, a 'liberdade' (liberdade dita aqui como sem obrigações de 'adulto' e vivida em atitudes espontâneas)...
As preocupações e as catástrofes de "gente grande" angustiam e endurecem o coração. O individualismo,o egoísmo e a soberba se consolidam aí. Com isso, se torna difícil dar valor e ouvir à quem está iniciando na jornada que você mesmo já sabe de "có e salteado" (também pode-se perceber esse caso na maioria dos relacionamentos de pais e filhos) ; com as cerviz enrijecidas não pausamos para olhar pra dentro e ver que temos os mesmos medos, muitos outros até, e que não somos super-heróis ("Nem sim, nem não, muito pelo contrário!"), mas demasiadamente humanos ...
Tirando o grande estrago que o crescer pode trazer, é tão interessante ver as coisas de cima, com olhos de quem conseguiu superar o mesmo ocorrido... Ufa!


E, olhando para ela, eu sorria de canto de boca, enquanto contava minha experiência vivida na mesma idade e mostrava que não era tão desastroso menstruar e qual a sua importância para a mulher (apesar de ter seu terrorismo sim: A MALDITA TPM e o incômodo de ter sangue escorrendo de dentro de você sem parar! Fora as escapadas que a QUERIDA menstruação dá, podendo lhe causar grandes constrangimentos diante das pessoas)...

Ela sorriu:
- Tia, por quê você está rindo?

E eu PENSEI:
- Porque você me mostrou que a vida é muito mais do que trabalho, relacionamentos problemáticos e contas à pagar... Que tudo é válido, todas as sensações são válidas, e o que importa de verdade é o que você pode ser depois de tudo isso...



PS.: Pra você entender um pouco mais sobre a tal da TPM -
http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=247&sec=14

Strangers...


... Como se fossem letais*, porquê?


* Uma mulher que tem transtorno mental e se veste mal entra no ônibus, todos se afastam, olham estranho e gritam com o corpo: 'nem chegue perto'! ; um mendigo, após receber gratificação, pede a permissão de beijar uma mão... o alguém que lhe concede o desejo, ergue a mão com hesitação e, encostando o queixo no pescoço, disfarça um sorriso amarelo tentando disfarçar o nojo.

[Exemplos simples da semana. Agora... é só acentuar, multiplicar, variar e eis a mazela que se dissemina em nós.]

=T

RELATOS DE UMA MENTE CENSURADA




* Conhecendo um dos mundos particulares ... Não se arme a seus pré-conceitos, mas se abra para a 'sophia' da 'psiqué' (conhecimento da alma, mente) de um dos transeuntes do nosso habitat.




Posso me apresentar como Sofia Zeyg. É melhor assim.

Sábado, 31 de Julho de 2010
Sim...mais uma vez voltei minha mente ao pensamento que tanto fugia: Será que Deus se disponibiliza a curar doenças mentais degenerativas?
Minha avó com Alzheimer foi o estopim para esse infame pensamento, que me persegue até hoje. Ela não fala com propriedade nem de forma autônoma, repete constatãntemente o que o outro diz; seu vocabulário sempre é o mesmo; não demonstra sentimentos, seu semblante é frio e seu olhar, vazio; a cada dia que passa se torna mais agressiva e não há um porquê e nem ela sabe comunicar o quê; perdeu por completo a motricidade; esqueceu os nomes dos objetos, das pessoas, dos familiares, não reconhece os semblantes. Fico um pouco inconformada e tremendamente triste ao ver pessoas deixarem de ter o que há de mais valioso para um homem que é o entendimento e o poder de se comunicar com o mundo por essa tradução do cognitivo, que acaba se convertendo em linguagem (verbal e não verbal).
Sinceramente nunca ouvi um relato de uma pessoa afetada na sua faculdade cognitiva que tenha sido curada...Nunca ouvi, e nem vi.
Será que há uma regra de Deus para não curar tais pessoas? Ou talvez não seja necessário curá-las, sei lá...Porque (parando para analisar), a maioria das pessoas que ficam dementes ou “loucas” tem um senso religioso: falam o nome de Deus sozinhas, rezam e oram (mesmo que inconscientes). Ainda que todas elas sejam esquizofrênicas, por quê (em sua maioria) direcionam-se ao reino espiritual, às entidades do céu e inferno? Me parece um grande mistério.
Muitos viram pra mim e falam: “Não se deve questionar Deus, nem querer saber de coisas misteriosas.” Pura hipocrisia! Um bando de hipócritas e fracos que dizem que não pensam, não questionam, mas na verdade fogem de seus próprios pensamentos que podem acabar com sua fé. Aliás, que fé que eles têm? Se na verdade tivessem fé, questionariam, não teriam medo de “desventuras em série”, mas se aprofundariam em busca dos próprios mistérios de Deus, aos quais Ele mesmo é quem determina mostrar ou não. Não acredito que a fé seja tão burra assim, a tal ponto de fugir de perguntas (se ela já tem sua Verdade maior, pra quê fugir de questões do meio?). Não é duvidar da Verdade, mas trazer questões da relação dessa Verdade com o meio. Mas pelo contrário, a fé é tão certa e certeira que obtém suas convicções a partir do aprofundamento no mistério do vácuo existencial. A fé desventura o que não existe, o mistério das coisas que não se vêem, obtendo a certeza do presente e do por vir. Se as pessoas não fugissem de suas questões mais profundas e buscassem a resposta em Deus e na Sua Palavra, talvez muitas não se deixassem ser levada pela Tsunami das dores e injustiças da vida, mas estariam consolidadas na Rocha (em um conceito Rochoso) e nunca seriam levadas por ventos de doutrinas, “achismos” e incredulidade.
Crer é pensar.
Pra quê tentar negar a realidade? Penso que seja necessário trazer Cristo para o mundo real, e não mantê-lo em um céu intocável e tentar viver em si mesmo uma vida ilusória como se fosse um pequeno deus, distante de tudo e de todos. Essa farsa não pode durar por muito tempo e o baque da queda dessa transcendência pode ser mortal.
As questões não me fazem duvidar do que creio, mas me firmam nEle e mantém viva em mim a certeza de que Ele está no controle de todas as coisas e que ao ser humano não está destinado o poder e a equidade.
Diante de tudo isso, o que me mantém viva, é a transcendência a um Lugar mais alto do que eu... "Em cima da Pedra mais alta". E é lá que vejo além e busco esse além... Pensando diferente da sociedade doente e respirando outros ares. Ares que me oxigenam e que por mais que rasguem meu pulmão (por ser ar novo e intenso) pelo menos purifica meu ser.



Fases da vida ^^


...

E me pergunto qual a diferença entre os humanos... 

Talvez a forma e a intensidade que cada um passa por elas.
Em tese, seres humanos com fases comuns à vida... mas em vivência, comumente humanos?

...

Chapeuzinhos quando (não) crescem...


Entendendo as histórias que podemos ser...

"Vemos aqui que as meninas e, sobretudo, as mocinhas lindas, elegantes e finas, não devem a qualquer um escutar. E, se fazem-no, não é surpresa, que do lobo virem o jantar. Falo "do" lobo, pois nem todos eles são de fato equiparáveis. Alguns são até muito amáveis, serenos, sem fel nem irritação. Esses doces lobos, com toda a educação, acompanham as jovens senhoritas pelos becos afora e além do portão. Mas ai! Esses lobos gentis e prestimosos são, entre todos, os mais perigosos." Da obra original de Perrault (Histories ou Contes du Temps Passe, Avec des Moralités. Paris: Barbin,1967), in TRATAR, Maria. Contos de Fadas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004.

" Se a criança não soubesse que há um lobo adulto rondando lá fora, não teria tranquilidade para ficar oculta sob o tecido, teria medo de nunca sair de lá. É o lobo que a fará sair de seu esconderijo.
[...]
Existem adultos que são completamente alheios às sutilezas eróticas que estão presentes na vida cotidiana
[...]. São aquelas mulheres ou homens que nunca percebem quando estão sendo olhados, dificilmente arranjam parceiros em função de que não sabem, nem rudimentarmente, praticar o jogo da sedução e se queixam de serem invisíveis, quando na verdade são é cegos para esse assunto.
Quando enfim algo acontece para esse tipo de inocentes, eles põem tudo a perder por só entenderem as coisas depois da noite ter passado. Muitas vezes, se envolvem em relacionamentos
em que são usados das mais diversas formas, já que a passividade infantil é a única modalidade de relação que têm a oferecer e sempre há quem tire proveito disso. [...]
A ingenuidade adulta é uma das mais sérias, causa uma série de embaraços, atrapalha ou inviabiliza a vida amorosa das pessoas envolvidas e, pior, geralmente não é reconhecida como um grande problema. A pessoa que a possui se sente pura e boa, enquanto os outros é que são cheios de hipocrisia e intenções escusas. Pois bem, uma provável fonte dessa ingenuidade provém de uma recusa inconsciente em admitir o preponderante papel do sexo na nossa vida.[...]
Acima de tudo, essas pessoas não querem saber da diferença dos sexos, já que o amor e o exercício da sexualidade são movidos por uma sensação de que somos incompletos, uma metade em busca da outra.
[...]
Aceitar a diferença dos sexos traz, como decorrência, a perda não só da inocência, como também da onipotência infantil. É difícil aceitar que há algo em nós que sempre dependerá do outro para ser conquistado. Uma vez sexuados, seremos para sempre incompletos. Por mais que um homem se conecte com seu lado feminino e vice-versa, sempre será o outro lado. Amar é...ser incompleto. Por isso, essa ingenuidade é defendida com unhas e dentes, para voltar a ser algo tão valioso como acreditávamos ser quando bebês e perdê-la é ficar à mercê do amor. Homens ou mulheres, por mais principescos ou poderosos que sejam, se estiverem em busca de algum amor, estarão lidando com a incompletude."
Corso, LInchtenstein Corso... Fadas no Divã: Psicanálise nas histórias infantis. Porto Alegre. Artmed, 2006.