Divido a atualidade 'intra' e 'inter' que ciclicamente ocorre na relação da mente do ser pensante com o seu meio de vivência. Unido ao "Cogito,ergo sum"("Penso, logo existo") de René Descartes, aqui estará o "Cogito,ergo sumO DO MUNDO" - Olhar REDUNDANTE (muito redundante) dramático, sarcástico... Taisófico.
! lembrando que nada aqui se aplica a uma regra determinista, só é mais um olhar estranho, por vezes com humor, sobre o que nos rodeia, acomoda e incomoda !
Talvez você já esteja acostumado a ver casos de abuso infantil, pela TV ou ouvir da boca do povo, ou ainda, vivenciado ou tido alguém próximo que passou por isso. Mas, ouvir relato do caso pelo abusado com tamanha sinceridade é raro. Os abusados tendem a se fechar ao trauma, principalmente por serem pressionados à omissão (seja pelo abusador ou pela sua consciência traumática). Essa triste realidade contribui para distúrbio comportamental e psicológico, interferindo em sua relação com o meio e suas relações interpessoais. Realidade essa que pode estar mais próxima do que imaginamos.
A Ira de um Anjo (Child of Rage) é uma compilação das fitas de terapia do Dr. Ken Magid, um psicólogo clínico especializado em tratar de crianças que foram severamente abusadas, que não se ligam afetivamente à outras pessoas, que não podem amar ou aceitar o amor, que não têm consciência dos seus limites, podendo ferir ou matar sem remorso algum. Quando descobri esse documentário, confesso que ele me chocou profundamente, pois não tinha tamanha noção dos efeitos devastadores de abuso em uma criança, coisas que a TV não mostra, e que os poucos programas de política pública, por não possuir investimento o suficiente, não tem domínio absoluto para agir na população, tratar e conscientizar da fatídica realidade. Sim, as vítimas podem ser ajudadas, e os que estão à sua volta trazem um papel fundamental. Essa é a estória de uma menina de 6 anos e meio, chamada Beth:
O tempo não cura. Ao
invés de ser o “remédio milagroso” de resultado exato, é um placebo. Sua
eficácia está diretamente ligada à fé do doente sobre seu resultado de cura. Nele, há um processo de sequência pós-perda:
protesto (ira, não aceitação, reação impulsiva externa e interna), desespero (um
período de dor, anelada à cegueira circunstancial), desapego (tornar-se
desapegado, impressão de já não se importar com a ausência da figura à qual
estava ligado)- O filme UP retrata bem um exemplo de perda e esse processo pós, nitidamente. Impressão essa que,
mesmo já distante da dor, sempre será acompanhada da falta e da saudade. Sendo
assim, a afirmação de que “o tempo cura” é uma falsa sensação que a mudança de
costumes trará ao longo do tempo ao passivo de perda. Por quê? As lembranças nunca serão exterminadas, elas
tratarão de fazer seu papel “troll” trazendo à tona um histórico significativo, pois tudo o que foi vivido com algum sentimento extremo será marcado na memória. A única coisa que vai mudar é a forma
de viver com o que não se tem mais, a sua ressignificação como anestesia.
Uma vida. Infindas pessoas. Vidas em uma vida. Vivências vividas. Vidas. Comuns incomuns. Senso. Sensor. Sensorial. Sentido. Sentindo... Condutor. Vivendo. Processando a vivência da vida sensorialmente percebida. Vida da outra vida na sua vida. "Auto Vida". Interna Solidão. Sufoco "self alheio" (um caso em si, do/sobre o outro). Ebulição. Poder (?) Angústia. Fusão. Sendo. Transmitindo. Comunicando.
Vapor...
A dor...
Ao vão.
Os behavioristas não acreditam na capacidade de escolha do indivíduo em se comportar de determinada forma. Para eles, o que controla o comportamento é a consequência (o reforço ou punição) e o ambiente envolvido. E o que dá essa definição do senso comum, de liberdade, seria a sensação de realização ao se comportar de forma que desejava, na relação com esse dominador que é a consequência e ambiente que está inserido. Teorizam que essa vontade que gera comportamento é ilusão do homem, pois emoção e vontade não causam comportamento; o que causa o comportamento é o evento reforçador. Ou seja: SOMOS ETERNAMENTE MANIPULADOS (?)
Exercitando a burrice (?o_O) ...
Será que o machucado ou a dor sabe quando é dia ou noite, e quando dormimos? Por quê que a maioria das dores e dos machucados só melhoram de noite, dormindo ou no outro dia (nem passam 24 hs!)? Ás vezes nem tomamos remédio..e quando tomamos é um que não tem nada a ver!Seria a força ou a "dormência" da mente?Ou o machucado teria sido enganado pelos neurônios?!
Proibido pensar! (grrrr)
"Não há atividade mais subversiva do que o pensamento. Nem mais temida, nem mais difamada, e isto não se deve ao acaso: o pensamento é político... Daí a luta insidiosa, cada vez mais eficaz, hoje mais do que nunca, contra o pensamento. Contra a capacidade de pensar." (Viviane Forrestier, L'horreur écomunique: retirado do prefácio do livro "ECOCIVILIZAÇÃO,Ambiente e direito limiar da vida" de Plauto Faraco de Azevedo)